quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Governo dos Anciãos

João Calvino, ao discutir sobre os sistemas de governo, afirma: “(...)em virtude dos vícios ou defeitos dos homens, é mais seguro e mais tolerável quando diversos exerçam o governo, de sorte que, assim se assistam mutuamente, ensinem e exortem uns aos outros; e, se alguém se exalta mais do que lhe é justo ,muitos sejam censores e mestres para coibir-se seu desregramento” (Livro IV, Capítulo XX das Institutas). Exalta as vantagens da aristocracia, tendo como um dos principais argumentos o governo dos anciãos na Bíblia desde os tempos de Moisés. O nosso Sistema Presbiteriano segue esse princípio. A nossa Igreja é conciliar. Nela não há espaço para decisões unilaterais, centralização. Os presbíteros reunidos em conselho, com temor e oração, tomam as decisões para a edificação da Igreja. É possível...

Os objetivos do ensino da História

Qual a relevância social do conhecimento histórico?  Entendendo a história como “estudo do passado” (Borges, 1993, p.56) e que esse passado é único, não se repete, surge a pergunta, qual a utilidade do estudo dessa disciplina? Essas perguntas revelam um determinado conceito de história e historiografia, presas aos “acontecimentos passados”. Apontam também para a  necessidade de se aclarar o  entendimento sobre a natureza, objetivos e métodos  da produção desse conhecimento. Para que estudar história? Borges (1993, p.8) reconhece que “o passado visto por si mesmo, o passado pelo passado, tem um interesse muito limitado, quase nulo”. O objetivo da história, porém, vai muito além da mera pretensão de narrar o passado, tornando-o conhecido. Ao reconhecer a impossibilidade...

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